Um estudo recente provou que 65% das crianças tiveram um amigo imaginário que os ajudou a passar pelos momentos mais difíceis das suas vidas. Inicialmente, os psicólogos consideravam-nos um indício de uma doença mental, mas rapidamente estes "amigos imaginários" se tornaram uma moda, várias pessoas famosas os tiveram e falam deles com saudade.
Nunca tive um amigo imaginário, nunca senti necessidade de ter um (mesmo sendo filho único), preferia fantasiar com aventuras fantásticas em que percorria uma selva densa sozinho, parava e fazia uma fogueira onde cozinhava a caçada do dia, ou inventava um jogo de apenas um jogador que jogava com uma imensa vontade. Fantasiava mais frequentemente com aventuras que vivia sozinho, mais tarde, pensava nos amigos que tinha na escola, e comecei a ter aventuras com eles. Sempre tive uma imaginação enorme, mas nunca fui capaz de criar um amigo imaginário, e a partir da minha iniciação mais aprofundada na leitura e na escrita, a minha capacidade de inventar aventuras fantásticas foi desaparecendo e comecei a expressar-me a partir da escrita. Sinto saudades das minhas aventuras na "Selva das Árvores Mágicas", ou no "Deserto dos Lagartos Gigantes", perdi uma grande parte da minha imaginação ao longo do caminho, o que me deixa por um lado triste, pois adorava aquelas fantasias maravilhosas que vivia todos os dias, e por outro lado deixa-me feliz por saber que isso faz parte da minha evolução como ser humano.
Proponho uma questão simples aos meus leitores, tiveram um amigo imaginário?

Olá Miguel
ResponderEliminarEu nunca tive amigo imaginário - também, com 1 ano e 3 dias tive logo uma irmã, passado mais um ano e meio mais outra, e depois mais um irmão e depois mais outro e mais outro :))) assim não havia necessidade, como "imaginas".
Mas estou convencida que não teria imaginação ou modo de ser para imaginar um amigo, suponho. Fui criada numa quinta com muitas distracções exteriores, ainda a televisão era uma criança com um ou dois canais...
Não percebo nada de psicologia, mas julgo que a "criação" de um amigo imaginário será um sintoma da falta algo na esfera afectiva.
Eu, como era a mais velha, quando era miúda imaginava que deveria ser bom ter um irmão mais velho, mas daí a imaginar que ele existia, vai uma distância muito grande.
Um abraço e um bom fim de semana.
Eu também nunca tive um amigo imaginário, até porque, tendo um irmão mais velho 9 anos, que era um "gaiatão" de primeira e que me tratou sempre muito bem e se fartva de brincar comigo, apesar da diferença de idades, nunca senti essa necessidade.
ResponderEliminarE como passava os dias na rua na brincadeira, com os muitos amigos que moravam nas redondezas, o que não faltavam eram estimulos que nos preenchiam a imaginação, inibindo a necessidade de "inventar" mais amigos.
Mas essa da fogueira, está sempre bem presente na tua cabeça, não é ?
Só eu sei as vezes que já tivémos de a acender a meio dos nossos passeios de BTT ! certo ?
Claro que sim! Lembro-me bem dele pois tivemos aventuras fantásticas. O nome dele era Tsana!
ResponderEliminarUm tipo um pouco mais velho, mais alto e mais forte que eu e que assim me ajudou a ultrapassar dificuldades na infância. Creio que posso dizer que era um meu alter-ego.
Abraço
( felizes os que tiveram amigos imaginários! Obrigado por me o teres lembrado!!) e como se vê pelos comentários, eles não fizeram falta a quem deles não precisou.