Um estudo recente provou que 65% das crianças tiveram um amigo imaginário que os ajudou a passar pelos momentos mais difíceis das suas vidas. Inicialmente, os psicólogos consideravam-nos um indício de uma doença mental, mas rapidamente estes "amigos imaginários" se tornaram uma moda, várias pessoas famosas os tiveram e falam deles com saudade.
Nunca tive um amigo imaginário, nunca senti necessidade de ter um (mesmo sendo filho único), preferia fantasiar com aventuras fantásticas em que percorria uma selva densa sozinho, parava e fazia uma fogueira onde cozinhava a caçada do dia, ou inventava um jogo de apenas um jogador que jogava com uma imensa vontade. Fantasiava mais frequentemente com aventuras que vivia sozinho, mais tarde, pensava nos amigos que tinha na escola, e comecei a ter aventuras com eles. Sempre tive uma imaginação enorme, mas nunca fui capaz de criar um amigo imaginário, e a partir da minha iniciação mais aprofundada na leitura e na escrita, a minha capacidade de inventar aventuras fantásticas foi desaparecendo e comecei a expressar-me a partir da escrita. Sinto saudades das minhas aventuras na "Selva das Árvores Mágicas", ou no "Deserto dos Lagartos Gigantes", perdi uma grande parte da minha imaginação ao longo do caminho, o que me deixa por um lado triste, pois adorava aquelas fantasias maravilhosas que vivia todos os dias, e por outro lado deixa-me feliz por saber que isso faz parte da minha evolução como ser humano.
Proponho uma questão simples aos meus leitores, tiveram um amigo imaginário?



